sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"26 memórias, hoje" , livro escultórico




"26 Memórias” são páginas transparentes, de papel vegetal, costuradas por linha vermelha. Situações vividas na infância, adolescência e vivências recentes. Lembranças embaralhadas, que se servem da imaginação para preencher as lacunas da memória. Uma amarração de palavras sobre imagens apagadas da mente e forçosamente desbotadas do papel.

Fotografia não é fonte de memórias, mas do esquecimento. Esquecemos da forma, mas somos habitadas pelas sensações.

longe, perto, distâncias contemporâneas

Cartões postais, fotos, costuras vindas de textos.

Uma projeção em filme positivo (slides) acompanha os cartões presos à parede. Pode-se mexer na ordem das chapas de filme e criar assim uma outra narrativa.





"Quero bombons ainda que de camelô", vídeo, DV, 6', 2009





“Quero bombons ainda que de camelô” consiste em uma dúzia de rosas penduradas em fila e congeladas. Leva seis horas o degelo. O vídeo é uma documentação desse processo. As rosas foram gravadas durante as seis horas a intervalos. A câmera num tripé registrava o gelo derretendo aos poucos. O material bruto totalizou uma hora, das quais foram retirados seis estágios do gelo e sobre eles eu trabalhei na edição.

Notas do exílio - vídeo, DV, 45", 2009.

Durante os dois anos morando em Berlim, houve um "turning point" em que pisar em certos ovos propositalmente e saboreá-los ao invés de desviar deles pareceu uma postura mais interessante a ser adotada. O vídeo “narra” uma passagem sobre ovos enfileirados.